terça-feira, 3 de julho de 2012

Aqui jaz o amor



Meu bem,                                                                                                  .                                                                     
Nosso amor não é amor como o de Adão e Eva no paraíso.                                                                  
Nosso amor é amor de mundo, é amor desse instante de agora.                                                        
Nosso amor é o amor de duas carnes que se misturam na vida.                                            

Nosso amor não é eterno, ele tem validade, por isso é amor urgente;                                                   
é amor que vive da matéria, do meu e do teu corpo se abraçando.                                                        
Nosso amor é amor efêmero, assim como teve inicio terá final.                                                            
Nosso amor tem sabor de vinho dionisíaco e pitada de erotismo.                                                           Nosso amor é amor que é  levado a dividir  sofrimento e  felicidade.                                         

Nosso amor não é amor que se sustenta contra a idade e o tempo,                                                        por isso um dia, nos dois, vamos ficar velhinhos  um com o outro.        .                                                 E no fim de uma primavera velha, a gente vai começar a se despedir um do outro                       
vamos estar sentados num banco velho, de uma praça antiga, apegados à mão um do outro.

Eu vou te agradecer por toda a vida que vivi ao teu lado, e você fara o mesmo, depois disso, 
nossas mãos velhas vão se agarrar umas a outras, e vou te dar um beijo velho de boca, você se 
lastimara de seus lábios murchos, diferentes do que foi na juventude, e eu a direi, 
que sua boca ainda é a mesma linda boca que eu beijava na minha juventude.

Depois disso a gente vai se abraçar, até a tarde se acabar de vez.                                                          
E dias depois disso vamos se perder um do outro.                                     .                                                        E nossos amados, nos colocaram para dormir, eternamente juntos no mesmo tumulo.   


sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Incurável apaixonado

Incuravelmente
Apaixonado
Sem ser correspondido
Leio livros de filosofia
Tentando entender o amor
Os filósofos da natureza
São loucos quando falam
Da essência do amor.

Por isso acerca do amor
Prefiro as palavras de cristo
E os poemas românticos
Em que os grandes poetas
Tornam sagrado o amor.

Às vezes é bom apaixonar-se
Mas no fundo existe um mal
Nessa coisa de se apaixonar
Se apaixonar...
E como o envelhecimento
Doe na alma da gente.

Mas não há como esconder
Que diante de nossa finitude,
E da eternidade do cosmos.
A paixão como o amor
Faz da gente uma coisa melhor

                                                              R.T.Castro

sábado, 22 de outubro de 2011

Por que escrevo?


                                                                                                                                                                                                                       Por que escrevo?
Já ouvi disserem por ai: escrevo para não me sentir sozinho, e já ouvi outras respostas a tal questionamento.
 Mas a minha resposta a tal dilema e tão sensorial quanto intima e tangente: 
Escrevo por que amo... Amo existir, amo respirar, rir, sentir prazer, ter amigos, ter familiares, amo ate mesmo Sentir dores e angustias estas coisas me dizem o quanto sou humano, e, de carne e ossos. 
Amo também a natureza, a humanidade, o caos e a clareza do recomeço, tenho minha pouca  vaidade acompanhada de uma lucidez que eu não trocaria por nada.
E é no exercício literário quando escrevo que encontro a única maneira de expressa isto.                                                                                                     
                                                                        

Há um Limite para a Aflição



Das palavras de nosso Senhor, aprendemos que há um limite para a aflição. O objetivo crucial da aflição está limitado, não podendo ela ir além de um ponto específico.Lázaro experimentou a morte; esta, porém, não foi o resultado final da aflição de Lázaro.
O Senhor declara às ondas de sofrimento: "Não ireis mais adiante".
Deus não envia a destruição, mas Ele realmente envia a instrução para o seu povo.
A sabedoria controla o termômetro da fornalha, regulando a intensidade do fogo.
O Deus da providência limita o tempo, a maneira, a dimensão, a repetição e os efeitos de todas as nossas provações.

Cada resultado santificador tem um propósito eterno. Nada, quer seja grande, quer seja pequeno, escapa dos olhares atentos dAquele que conta os cabelos de nossa cabeça.
A limitação das aflições está sabiamente ajustada ao nosso vigor.
A aflição não vem por acaso — a força de cada golpe da vara é medida com precisão.
Aquele que não comete erros em balancear as nuvens e os céus não comete qualquer erro em medir os ingredientes que compõem o remédio para nossa alma.

Não podemos sofrer em excesso ou ser aliviados tarde demais.
O limite está amavelmente estabelecido. O bisturi do Cirurgião celestial nunca corta mais profundo do que o absolutamente necessário.
Quando pensamos em como somos tão obstinados, é admirável que não somos afligidos com provações piores.
Aquele que fixou os limites de nossa habitação também determinou os limites de nossa tribulação.
Nenhuma mãe é tão compassiva quanto nosso Deus gracioso; nenhum pai é mais amável do que nosso Deus misericordioso.

C. H. Spurgeon

Extraido de:http://almamarcada.blogspot.com