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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

DESEJO-TE A VIDA...



O que te desejo desta vida,é o resumo das buscas humana.                                                          
Um grande amor que beije e abrace em todas as primaveras.
Sonhos que faça teu coração palpitar ainda mais pela vida.
Lagrimas que lavem teu rosto, para teres o bom riso da alegria.
 E sorrisos que façam tua face parecer tão boba quanto agradável.

Desejo-te que tenhas um grande amor que seja pra vida toda.
Desejo-te que tenhas um coração enorme que saiba dar amor.
Desejo-te todas as felicidades que existem no mundo inteiro,
E desejo que suas tristezas só venham por engano do correio
Que você ao senti-las, devolva todas elas ao carteiro da vida
Como se fossem cartas desconhecidas...]

Desejo-te que suas dores sejam dores de amadurecimento.
Desejo-te uma alma que saiba rir dos desgostos da vida.
Desejo-te um inverno que seja de muito frio,
Para que nele você se aqueça abraçando quem ama.
Desejo-te uma primavera inesquecível e muito florida,
Para que você cheire flores sentindo a beleza da natureza.
Desejo-te um verão ensolarado nas férias,
Para que você corra na praia tendo a euforia de estar vivo.
Desejo-te um outono daqueles em que caem muitas folhas no quintal,
Para que você limpe as folhas do quintal, desejando, ir depois limpar sua alma.

Desejo-te manhãs e tardes tão belas quanto um belo sorriso,
Igual aos dias que pela manhã a gente já acorda sorrindo.
Desejo-te que tenha força, alegria e obstinação,
E que use isso para superar todos os teus medos e sofrimentos.
Desejo-te uma casa que seja tua até na velhice de tua vida,
Para que você viva pintando-a de sua cor preferida,
Recordando a infância, juventude e os momentos de tua vida,
Desejoso aos prantos e risos, agradecendo ao Bom Deus pela vida...
 -Que mais tarde será lembrada, e agora tem sido vivida-


R.T.CASTRO

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Não sei conhecer-me


Existi dias em que acordo com um buraco enorme por dentro. 
Talvez seja de um tamanho  infinito,
Talvez caiba nele toda uma eternidade.
Quando o percebo, ponho-me a chorar sozinho.
- Se perguntando;  que é isso em meu peito?
Quando recobro um mínimo de consciência:
Imagino ser minha solidão ou saudade de Deus.
Lanço-me  a uma terna contemplação
E volto-me para Deus em oração.

Percebo minha pequenez.
Percebo minha insignificância.
Percebo não estar sozinho.
Percebo necessitar de outros.
Percebo que nada compra o que preciso.
E apenas consigo confessar:
Eu não sou grande!
Eu penso, sinto, sofro,
Amo, e vou me perde dos que amo.
E eles também se perderam de mim.
Vivo procurando prazer como todo ser humano...
Isso sou eu, no pouco que sei dizer sobre mim.
Bancarrota destinatária!
Não sei conhecer-me
Como tudo que é carne e osso feito eu.

                                         

sábado, 17 de julho de 2010

Quando a gente se achou na natureza




Nunca me esqueci de quando fomos andar naquela floresta.
Não esqueço que o sentimento que me causou estar nela.
Foi à mesma força indescritível e extasiante de ter estado ali contigo.
Você ria, se agachando no chão, tocando em folhas, flores e insetos.
Parecias ser a mais bela obra feminina criada por Deus no mundo.
Um reflexo apaixonante saindo da doçura da natureza.
Aquele lugar era talvez nosso único refúgio do mundo lá fora.

                                                                                                                                                                                                    Nossa forma de amar, era à de duas crianças na natureza.
Envolvidas por uma sensação pura e ingênua de amar
Comíamos frutos que encontrávamos embaixo das arvores.
Escrevíamos nossas iniciais em um coração no tronco das arvores.
Você ia correndo na frente, dizendo-me: vem me pegar seu bobo.
Parecíamos duas crianças dadas a natureza de amar.
Éramos duas crianças experimentando a reação da natureza na gente.
Quando nos sentávamos nas raízes das arvores pra descansar.
Você suada de tanto correr, respirava ofegando e rindo.
E eu apenas  me maravilhava por esta ali ao teu lado
Naquele lugar inusitado onde se podia estar apaixonado.
Meu coração batia feitas engrenagens de uma maquina.
Meu sangue quente não impedia que a barriga esfriasse de emoção.
Era tudo a doce sensação da natureza em nós dois.
Criando na gente a inexplicável reação dos sentimentos.
Fazendo-nos correr feito dois jovens cheios de amores e vida.
Fazendo-nos aventurar-se feito dois estranhos
Numa terra que já era bem antes da gente.


E já no fim, voltando para a cabana,
Com nossas mãos apegadas uma a outra                              
Corríamos nos pastos verdes feitos duas criaturas.
Que Deus criou na sua infinita sabedoria
Para se amarem...
Na pureza natural de se experimentar  o amor (...)
Em meio a natureza .
                                                                                                                      
                                                                                                                                 R.T.CASTRO

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Amor não é atitude




Por Marcílio Zan Nascimento

Lendo 1 Cor 13 percebi que dizer: "amor é atitude!" é reducionismo! O amor não pode ser atitude, simplesmente! Se fosse, nesse caso, eu poderia fazer alguma coisa admirável, como dar meus bens aos pobres, mas sem amor isso não passa de uma atitude mecânica e sem sentimento.

Por isso, entendo, que amor não é atitude, é envolvimento. O contrário do amor é a indiferença, alguém já disse, e o contrário da indiferença é o envolvimento.

Deus não fez uma boa ação para nós somente. Ele se envolveu conosco. Se tornou um de nós!

Amor é encarnação!


Extraido de:   http://ferazaoegraca.blogspot.com/

sábado, 26 de junho de 2010

MINHA DOCE DESCONHECIDA







Há dias, que me pergunto quem é, ela? Quem é  essa roubadora de sossego.


Uma miragem? Que vejo caminhando a beira do mar.

Pisando na areia, se notar que estou por ali.

Sem perceber que amanhã vou vê-la outra vez passar

Na memória...



É ela uma vaga recordação de uma flor que vi em algum jardim

É quem nunca vi exposta em jardins no mundo em que antes vivi

É uma desconhecida vizinha do longe, tão distante de mim?

Se a vi foi apenas dejavú daquilo que nunca vi

Quem é ela? Aquele riso? Aquele rosto?

Aquela beleza retirada da natureza dos humanos!

Como eu nunca a vi? Senão em raras fotos!

Como nunca com ela falei? Senão em textos mudos!



Quem é ela? Que ousas me deixar assim.

Pensando num ser que com olhos não vi

Pensando se ela é real ou uma miragem

Pensando por que doe tanto pensar no que nunca vi

Com resignação do qual não posso resistir ficar a imaginá-la perto de mim

Quem é ela? Este ser feminino que rouba meu sossego

Ser que se esconde em minas do qual se extrai encantos

Que só me deixa vê-la através de uma tela cristalizada

Tela que não possa atravessá-la como atravessaria rios

Tenho então que me contentar em perscrutar seu código mor.

Em raras fotos e em textos os quais não posso ouvir sua voz.

E ouvir sua voz se torna apenas ver-la em minha frente como uma miragem.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Poema de uma face

                                                              



                                              

Quando nasci, um menino acometido de macrocefalia,                                                              
Desses que as gentes vão chamar de cabeção na vida.                                                                                                                                                       
Disse: dona parteira - sai e vai, ser cabeção na vida, menino!                                                                             
Vá buscar felicidade tropeçando em sofrimento.                                                                                                
Vá falar da vida como se ela te fosse um estranho .                                                                                            
Vá ser espinhado pelas dores que te guardam o mundo.


Disse mãe apenas que meus olhos castanhos eram-lhe uma doce manhã                                                   
Que eles lhe enchiam no âmago um encanto por te dado ao mundo um homem.                               
Que eu iria jogar futebol ate cansar as pernas, mas, pra desgosto de pai preferi
Poesia.    
Que eu era espiador das curiosidades humanas, mexia em tudo que achava.  

E que quando adoeci, o mundo dela parecia ter desabado.



E como me aconselhou dona parteira e minha mãe, fui ser um bom cabeção na vida.               
Brinquei com a infância ate que ela me fosse um coisa ultrapassada e chata.                                     
Apaixonei-me por conhecimentos, gentes, meninas, platonicamente um adolescente.                       
Tive os amigos como água á enferrujar de amizade meu peito de ferro.                                                                     
E quando estava ficando bom não ser responsável e adulto                                                               
Acordei do sonho com o dever de trabalhar e fazer a barba.

Mas, almenos, não fui um menino preocupado com  sua macrocefalia.                                                          

O espelho em que eu me olhava todas as manhãs, sempre quis me deixar chateado.                  
Dizia-me que eu estava ficando velho, mais foi ele que amanheceu um dia no chão quebrado.                      
Chorei apenas quando as coisas que quando mais novo fui apaixonado desapareceram.                  
Mas, elas deixaram-me uma bela lição “eu ainda iria me apaixonar por mais coisas na estrada”.      
 E num que isso era verdade apaixonei por novidades, feito um louco que estava enjaulado.
Apaixonei-me com tudo aquilo que encontrei na festa que chamam de vida, as gentes,             
por livros, tantos lugares, imagens,  musicas, o poder que nos causa amar,
E as etc. Coisas que se acha nesta vida que nos deixa loucos como fofoqueiros pelas vidas dos outros

Cresci querendo cansar as pernas de tanto jogar bola com meus amigos.                                     
Querendo arranhar os dedos de tanto tocar rock n roll num violão de corda de aço.                      
Mas, no fim  todo talento me resumiu em deixar um eu medroso e poeta sair do casulo. Chorei
quando subi das rupturas, mais subi romper com as coisas passadas ( na minha velha maneira
de dizer “ nada como escrever um poema e pôr nele todas as minhas dores”)...                                               
Fiz meu mundo girar em torno de ser um aprendiz da vida e de poeta,                                 
medrosamente cabeção! Na vida de felicidade tropeçada á sofrimento.                                                      
Fiz do estranho que era a vida um bela e grande amigo intimo.                                                                                    
E se me espinhei com as dores que me guardou o mundo?                                                                                               
Ah! Eu nem percebi, fiquei extasiado com as flores e risos de gentes que vi no jardim da vida.
 

Fui um bom cabeção na vida...
Agora apenas um poeta fugindo da solidão de meu antigo lugar.
                                                                            
                                                                  Romário Tavares de castro

quarta-feira, 16 de junho de 2010

QUEM SOU EU?

Dietrich Bonhoeffer





Quem sou eu? Freqüentemente me dizem

Que saí da confinação da minha cela

De modo calmo, alegre, firme,

Como um cavalheiro da sua mansão.



Quem sou eu? Freqüentemente me dizem

Que falava com meus guardas

De modo livre, amistoso e claro

Como se fossem meus para comandar.

Quem sou eu? Dizem-me também

Que suportei os dias de infortúnio

De modo calmo, sorridente e alegre

Como quem está acostumado a vencer.



Sou, então, realmente tudo aquilo que os outros me dizem?

Ou sou apenas aquilo que sei acerca de mim mesmo?

Inquieto e saudoso e doente, como ave na gaiola,

Lutando pelo fôlego, como se houvesse mãos apertando minha garganta,

Ansiando por cores, por flores, pelas vozes das aves,

Sedento por palavras de bondade, de boa vizinhança

Conturbado na expectativa de grandes eventos,

Tremendo, impotente, por amigos a uma distância infinita,

Cansado e vazio ao orar, ao pensar, ao agir,

Desmaiando, e pronto para dizer adeus a tudo isto?



Quem sou eu? Este, ou o outro?

Sou uma pessoa hoje, e outra amanhã?

Sou as duas ao mesmo tempo? Um hipócrita diante dos outros,

E diante de mim, um fraco, desprezivelmente angustiado?

Ou há alguma coisa ainda em mim como exército derrotado,

Fugindo em debanda da vitória já alcançada?



Quem sou eu? Estas minhas perguntas zombam de mim na solidão.

Seja quem for eu, Tu sabes, ó Deus, que sou Teu!







*****



Dietrich Bonhoeffer foi um teólogo, pastor luterano, membro da resistência anti-nazista alemã e membro fundador da Igreja Confessante, ala da igreja evangélica contrária à política nazista. Envolveu-se na trama da Abwehr para assassinar Hitler. Em março de 1943 foi preso e acabou sendo enforcado, pouco tempo antes do próprio Hitler cometer suicídio

Extraido de http://dlgrubba.blogspot.com/

segunda-feira, 19 de abril de 2010

minha antologia





Tenho tido a cada dia, mais receio de um velho
Que vem do futuro habitar-me.
O envelhecer me diz isso, e sei que o espelho é testemunha.
E sei que quando este velho realmente vir,
Darei adeus a estás forças da juventude que tenho.
Os sentidos iram aos poucos se diminuírem,
A voz roca se esvaziará destes cânticos que carrego desde a infância,
E todas as reminiscências do que vivi, viram como uma tempestade
Varrer a mente, é a tênue sensibilidade emotiva da alma
Aprisionando cada percepção racional do ser,
Liberando cada lembrança que pintei na tela da vida.
E trará um desejo de relembrar, pensar, e reviver tudo da vida outra vez.
Como se fosse possível um "dejavú" (mais não será).
A velhice estará posta no lugar da juventude,
E aquele que antes estava do começo pro meio,
terá que espera o fim.
A sensação do sonho invencível no fim
Do desequilíbrio na linha do tempo e da vida,
-Mas haverá um regozijo por eu ter sido feliz!
Com somente uma única lamuria: não ter aproveitado mais do tempo que perdi.


E quando este velho estiver em mim habitando, já quase fazendo as malas para ir a Deus.
Pensarei nas pessoas que amo e amei que guardei e deixei.
Pensarei no que tive e busquei, pensarei em tudo, no que fiz e não fiz.
Já bem velho sentado na varanda de casa, desejando tudo outra vez
Mesmo que sejam apenas as reminiscências que lembrem o que vivi...
Trazendo a memória uma vida inteira, lembranças do grande espetáculo,
Que Deus nos criou para vivê-lo ao vir a existir.
E quando cansar-me deste velho, que serei,
Direi adeus, e que amo, a quem estiver por perto.
Fecharei os olhos para esta vida,
E em Deus me recobrarei.

                                                                                                R.T.CASTRO

terça-feira, 9 de março de 2010

Dançar se ferindo



Em ritmos dados pelas notas da existência,




Eu danço mesmo de alma caótica e macerada.




Eu voo mesmo que aos outros pássaros




Eu pareça uma ave desajeitada.







Na dança que faz a vida ser chama na alma,




Sapateio mais que Gene Kelly em Singin in the rain.




Pulo eufórico á barulho de tambores africanos.




Mesmo de alma caótica, ferida e macerada.







Na canção que celebra a vida e a existência.




Eu danço como um índio na dança da chuva.




Eu trago ritmidade como de muitas valsas.




E assim canto a vida a todo o momento




Mesmo de alma caótica e ferida.







Nesta dançante-canção que comemorar-se existir.




Coloco-me a vida feito um tangueiro ou bailarino.




Eu posso ate atravessar um mar vermelho,




pulando e dançando como um judeu fez.







Por que nos ritmos e melodias da existência




Eu canto e danço mesmo de alma caótica,




mesmo de garganta e perna macerada.




Por isso ate a dor há de valer à pena.






Romario de castro