quarta-feira, 16 de junho de 2010

Os 100 livros essenciais da literatura cristã

Eu e uma galera vidrada em literatura estamos Criando uma lista dos 100 livros essenciais da literatura cristã durante os 20 séculos de cristianismo.
Funciona deste modo: você vai postar nos comentários o nome da obra literária cristã e o nome do autor que você acha que deve constar na lista.
Entre os gêneros romances, apologética, devocionais, coletâneas, históricos, biografias, e etc.
Faremos uma analise e enquete e logo depois postarei sua indicação na lista.
A lista já começa com algumas grandes obras de pensadores e escritores cristãos.

1.Confissões – Agostinho de Hipona

2.Cidade de Deus - Agostinho de Hipona

3.Cristianismo puro e simples – CS. Lewis

4.Do cativeiro babilonico da igreja - Martinho Lutero.

5.Cidade de Deus - Agostinho de hipona

6. Institutas da Religião Cristã - João Calvino

7. A veracidade da fé cristã  - William Craig

8. A verdade sobre o cristianismo - Dinesh D'souza

9. O peregrino - John Bunyan

10. Em defesa de cristo - Lee Strobel

11. Suma teologica - Tomás de Aquino

12.Filosofia e cosmovisão cristã - J.Moreland e William Craig

13. A conspiração divina - Dallas Willard

14. Historia da teologia cristã - Roger Olson

15. Ortodoxia - G.K. Chesterton

16. O Deus que intervém - Francis A. Schaeffer

17. Cristianismo Básico - John Stott

18. Maravilhosa Graça - Philip Yancey

19. O livro dos Mártires - John Foxe

20. Heróis da Fé - Orlando Boyer






Obs. as obras já divulgadas apenas reiniciam a necessidade da pesquisa, suas importâncias de conteúdo não se sugerem pela numeração da lista.


Em breve a pesquisa será mais minuciosa ao ponto de explicar a importância e conteúdo de cada obra.



Participe!!!
Post seus comentários sobre e nomes de suas obras favoritas.

QUEM SOU EU?

Dietrich Bonhoeffer





Quem sou eu? Freqüentemente me dizem

Que saí da confinação da minha cela

De modo calmo, alegre, firme,

Como um cavalheiro da sua mansão.



Quem sou eu? Freqüentemente me dizem

Que falava com meus guardas

De modo livre, amistoso e claro

Como se fossem meus para comandar.

Quem sou eu? Dizem-me também

Que suportei os dias de infortúnio

De modo calmo, sorridente e alegre

Como quem está acostumado a vencer.



Sou, então, realmente tudo aquilo que os outros me dizem?

Ou sou apenas aquilo que sei acerca de mim mesmo?

Inquieto e saudoso e doente, como ave na gaiola,

Lutando pelo fôlego, como se houvesse mãos apertando minha garganta,

Ansiando por cores, por flores, pelas vozes das aves,

Sedento por palavras de bondade, de boa vizinhança

Conturbado na expectativa de grandes eventos,

Tremendo, impotente, por amigos a uma distância infinita,

Cansado e vazio ao orar, ao pensar, ao agir,

Desmaiando, e pronto para dizer adeus a tudo isto?



Quem sou eu? Este, ou o outro?

Sou uma pessoa hoje, e outra amanhã?

Sou as duas ao mesmo tempo? Um hipócrita diante dos outros,

E diante de mim, um fraco, desprezivelmente angustiado?

Ou há alguma coisa ainda em mim como exército derrotado,

Fugindo em debanda da vitória já alcançada?



Quem sou eu? Estas minhas perguntas zombam de mim na solidão.

Seja quem for eu, Tu sabes, ó Deus, que sou Teu!







*****



Dietrich Bonhoeffer foi um teólogo, pastor luterano, membro da resistência anti-nazista alemã e membro fundador da Igreja Confessante, ala da igreja evangélica contrária à política nazista. Envolveu-se na trama da Abwehr para assassinar Hitler. Em março de 1943 foi preso e acabou sendo enforcado, pouco tempo antes do próprio Hitler cometer suicídio

Extraido de http://dlgrubba.blogspot.com/

Paganismo versus Cristianismo - ou, Acaso versus Planejado.






Será que tudo que nos acontece é por acaso? Os acontecimentos, quer sejam bons ou maus, ocorrem acidentalmente, de maneira aleatória, sem que haja uma finalidade neles? Os que pensam assim, acham que Deus não determinou, decretou, ou planejou absolutamente nada com relação aos seres humanos, seu futuro histórico ou eterno, e muito menos os acontecimentos diários. Nada foi previsto ou determinado por Deus, inclusive os eventos naturais como terremotos, tsunamis, erupções vulcânicas, acidentes, quedas de aviões, enfim – nada foi previsto ou determinado por ele. Portanto, tudo é imprevisível como num jogo de futebol. Não se sabe o futuro, não se pode prever absolutamente nada quanto ao fim da história. Junto com seus seres morais, Deus constrói em parceria o futuro, que neste acaso é aberto, indeterminado e incognoscível. Inclusive para ele mesmo.

Ou, será que as coisas que nos acontecem, mesmo as menores e piores, têm um propósito, ainda que na maior parte das vezes desconhecido para nós? Os que pensam assim entendem que Deus criou o mundo conforme um plano, um propósito, um projeto, elaborado em conformidade com sua sabedoria, justiça, santidade, misericórdia e poder. Nada que acontece, mesmo as mínimas coisas, o fazem ao acaso e de forma aleatória, contingencial e casual, mas segundo este plano sábio. As decisões dos seres humanos são tomadas livremente por eles mesmos, mas, de uma forma que não compreendemos, elas acabam contribuindo para a concretização do propósito divino sem que Deus seja o autor do pecado. Tudo que ocorre, coisas boas ou ruins, estão dentro deste propósito concebido antes da fundação do mundo.

A melhor maneira de avaliarmos qual das duas é a visão correta é perguntarmos qual delas se aproxima mais da visão de Deus, do mundo e do homem que a Bíblia apresenta. Como os autores bíblicos concebiam o mundo, a história e os acontecimentos?

Ninguém que conheça a Bíblia poderá ter dúvidas quanto à resposta. Os judeus, ao contrário dos povos pagãos ao seu redor, não acreditavam em sorte, azar, acaso, acidente ou contingências. Eram os filisteus e não os israelitas que acreditavam que as coisas podiam acontecer ao acaso (veja 1Sm 6.9). Os israelitas, ao contrário dos pagãos, não acreditavam no acaso.

Para eles, Deus tinha traçado planos para os homens e as nações, e os mesmos iriam se cumprir inevitavelmente. Estes planos não poderiam ser frustrados por homem algum (Jó 42.2; Pv 19.21; Is 14.27; Is 43.13; Is 46.10b-11). Tais acontecimentos estavam tão inexoravelmente determinados que Deus dava conhecimento deles de antemão, através dos profetas. O fato de que os profetas de Israel eram capazes de predizer o futuro com exatidão era a prova de que o Deus de Israel era superior aos deuses pagãos (Is 46.9-10).

Os autores do Antigo Testamento sempre descrevem eventos que aconteceram aparentemente ao acaso como sendo o meio pelo qual Deus realizava seu propósito final. Assim, o arqueiro que atirou sua flecha “ao acaso” durante uma batalha acabou atingindo o rei de Israel e dessa forma cumpriu a profecia sobre sua morte (2Cr 18.33). A tempestade que atingiu o navio em que Jonas fugia para Társis não foi mera contingência, mas resultado da ação de Deus em levar o profeta a Nínive (Jn 1.4). O amalequita que vagueava “por acaso” nos montes de Gilboa foi o que encontrou Saul agonizante e o matou, cumprindo assim a determinação do Senhor de castigá-lo por ter consultado a pitonisa (2Sm 1.6-10; 1Cr 10.13). O encontro “casual” do profeta com um leão causou-lhe a morte e assim cumpriu a profecia contra ele (1Re 13.21-24). A visita casual que Acazias foi fazer a Jorão e o encontro fortuito com Jeú era tudo “a vontade de Deus” conforme o autor do livro das Crônicas, para que Acazias fosse morto (2Cr 22.7-9). Dezenas de outras passagens poderiam ser citadas para mostrar que na cosmovisão dos autores do Antigo Testamento nada acontecia por acaso, nem mesmo as pequenas coisas.

Até mesmo ações pecaminosas dos homens são atribuídas a Deus pelos autores do Antigo Testamento. O endurecimento do coração de Faraó para não deixar o povo de Israel sair é atribuído à Deus, que queria mostrar sua glória e seu poder sobre os deuses do Egito (Ex 7.3; 9.12). O endurecimento dos filhos de Eli para não se arrependerem do mal praticado é atribuído à Deus que os queria matar (1Sm 2.25). O endurecimento do rei Seom para não deixar Israel passar por sua terra é atribuído a Deus, que queria entregá-lo nas mãos de Israel (Dt 2.30), bem como o endurecimento de todas as nações cananitas (Js 11.20). Ao mesmo tempo, é preciso acrescentar, os israelitas não consideravam Deus como culpado do pecado humano. Ele era santo, justo, verdadeiro e não podia contemplar o mal (Hab 1.13). Todos estes mencionados acima foram responsabilizados por seus próprios pecados.

A visão de um mundo onde as coisas acontecem ao acaso, acidentalmente, sem propósito, é completamente estranha ao mundo dos israelitas conforme temos registrado na Bíblia.

Quando chegamos na pessoa de Jesus, encontramos exatamente a mesma visão de mundo, de Deus e da história, que é refletida no Antigo Testamento. Para Jesus, até mesmo coisas tão insignificantes como o número de cabelos da nossa cabeça (Mt 10.30) e a morte de pardais (Mt 10.29) estavam sob o controle da vontade de Deus. Ele era capaz de profetizar acontecimentos futuros tão triviais quanto o local onde se encontrava uma jumenta e seu jumentinho (Mt 21.2), que Pedro iria achar moedas na boca de um peixe (Mt 17.27) e que um homem estaria em determinado momento entrando na cidade com um cântaro na cabeça (Lc 22.10-12). Obviamente estas coisas não aconteceram por acaso.

Jesus se referiu à vontade de Deus e ao plano dele inúmeras vezes, como por exemplo, ao ensinar aos seus discípulos que tinha vindo ao mundo para morrer na cruz para salvar pecadores (Mt 17.22-23). As parábolas que Jesus contou sobre o futuro de Israel e sobre o dia do juízo deixavam pouca dúvida de que, para Ele, a história caminhava para um fim já traçado e determinado por Deus. No sermão escatológico Jesus predisse com exatidão a queda de Jerusalém, a fuga dos discípulos, o surgimento dos falsos profetas, as catástrofes, terremotos, secas, pestes e guerras que haveriam de suceder à raça humana e as perseguições que sobreviriam a seus discípulos antes de sua vinda (Mt 24).

Os discípulos de Jesus, os autores do Novo Testamento, tinham exatamente a mesma visão de um mundo onde nada ocorre por acaso. Tudo o que havia acontecido com Jesus, como o local do seu nascimento (Mt 2.5-6), sua ida ao Egito (Mt 2.15), sua vinda a Nazaré (Mt 2.23), seus milagres (Mt 8.16-17), sua traição (Jo 17.12), seu sofrimento e sua morte na cruz (At 3.18) – inclusive detalhes como beber vinagre (Jo 19.28-29), ter sua túnica rasgada (Jo 19.24) e seu corpo furado por uma lança (Jo 19.34-36) – tudo isto havia sido determinado por Deus em detalhes, a ponto de Deus ter revelado estes fatos cerca de seiscentos anos antes dos mesmos terem acontecido por meio dos profetas de Israel. Pensemos na probabilidade de atos, decisões e eventos acidentais, aleatórios, ao acaso, contingenciais, acontecerem de tal forma que estas coisas aconteceram exatamente como os profetas tinham dito!

Não só os fatos ocorridos com Jesus haviam sido planejados, inclusive aqueles que cercaram o nascimento da igreja cristã. A substituição de Judas (At 1.16-26), o dia de Pentecoste (At 2.14-17), a rejeição de Israel (At 13.40), a inclusão dos gentios na Igreja (At 15.15-20) – tudo aquilo havia sido determinado por Deus e previsto nas Escrituras pelos profetas. Veja a quantidade de vezes que no livro de Atos se menciona que a história de Cristo e da igreja haviam sido determinadas por Deus e anunciada pelos profetas: Atos 3.18,21-25; 10.43; 13.27,40; 18.28; 26.22.

Nas cartas que escreveram às igrejas, os autores do Novo Testamento jamais, em qualquer lugar, ensinaram os crentes que as coisas acontecem por acaso. Ao contrário, eles ensinaram os crentes que a conversão deles era resultado da vontade de Deus. Eles foram predestinados (Rm 8.29-30; Ef 1.5,11), escolhidos antes da fundação do mundo (Ef 1.4). Os crentes são ensinados a buscar a vontade de Deus, a se submeter a ela e a entender que a vontade de Deus controla a história (Rm 8.27; 12.2; Ef 6.6; Cl 4.12; 1Ts 4.3; 5.18; Hb 10.36; 1Pd 2.15). Até o sofrimento por causa do Evangelho era visto como sendo pela vontade de Deus (1Pd 3.17; 4.19). Eles foram ensinados a ver uma santa conspiração divina em tudo que acontece em favor do bem deles (Rm 8.28), a ponto de serem exortados a dar graças em tudo (1Ts 5.18). Eles são exortados a dizer sempre “se Deus quiser” farei isto ou aquilo (Tg 4.15). Paulo sempre dizia que “se for a vontade de Deus” ele iria a este ou aquele local (Rm 1.10; 15.32). Ele sempre começa suas cartas dizendo que foi chamado “pela vontade de Deus” para ser apóstolo (1Co 1.1; Ef 1.1; Cl 1.1; 2Tm 1.1).

Os cristãos são encorajados a enfrentar firmes as provações e tentações, pois Deus não permitirá que eles sejam provados além de suas forças (1Co 10.31). Eles devem sofrer com paciência em plena confiança que o Deus que está no controle de todas as coisas lhes dá a vida eterna e que ninguém poderá arrancar seus filhos de suas mãos. Eles são consolados com a certeza de que Deus haverá de cumprir todas as suas promessas, e que há um final feliz para todos os que confiam nele e crêem em Jesus Cristo como seu único e suficiente Salvador. Eles são exortados a permanecer firmes pois o bem haverá de triunfar sobre o mal, a justiça prevalecerá e a verdade haverá de vencer. E isto só é possível porque Deus está no controle, porque Ele conduz a história para o fim que Ele mesmo determinou, de uma maneira sábia e misteriosa, na qual os seres humanos e os anjos são responsáveis por seus atos, decidem fazer o que querem e tomam as escolhas que desejam.

À semelhança dos autores do Antigo Testamento, os escritores do Novo também atribuem a Deus o fato de que os ímpios e pecadores impenitentes se afundam cada vez mais no pecado. Paulo por três vezes em Romanos 1 declara que Deus entregou os incrédulos de sua geração à corrupção de seus próprios corações, para que eles se afundassem ainda mais no pecado e na iniqüidade (Rm 1.24,26,28). Aos tessalonicenses, ele declara que Deus manda a operação do erro para que os que rejeitam a verdade e creiam na mentira (2Ts 2.11). Igualmente, à semelhança do Antigo Testamento. O Novo responsabiliza os seres humanos por seus próprios pecados e condenação.

É evidente que não será na Bíblia que encontraremos esta visão de um mundo onde as coisas acontecem por mero acaso, onde tudo é casual e contingencial. Mas, vamos encontrá-la na mentalidade pagã, nas religiões idólatras, de deuses pequenos, impotentes, egoístas. Vamos encontrar esta visão de um mundo onde as coisas ocorrem de maneira aleatória nas idéias dos maniqueístas e gnósticos, ateus e agnósticos, especialmente os evolucionistas, que defendem que tudo surgiu e acontece como resultado de uma combinação fortuita de tempo e de acaso.

Os verdadeiros cristãos, todavia, cantam “acasos para mim não haverá”.

Se tudo acontece por acaso, que combinação inimaginável de ações livres, aleatórias e catástrofes naturais fortuitas poderão unir-se numa conspiração impessoal e totalmente ao acaso para produzir o final que Deus prometeu na Bíblia? Se Deus não é Deus, então o acaso se torna Deus e não temos qualquer garantia de que o final feliz prometido na Bíblia haverá de acontecer.

Não nos enganemos. A discussão entre acaso versus planejamento não é uma disputa teológica entre cristãos arminianos e calvinistas, pois os arminianos e os calvinistas concordam que Deus tem um plano, que ele controla a história, que não existe acaso e que Ele conhece o futuro. Ambos aceitam a Bíblia como Palavra de Deus e querem se guiar por ela. O confronto, na verdade, é entre duas visões de mundo completamente antagônicas, a visão pagã e a visão bíblica, entre as religiões pagãs e a religião bíblica. Posso não entender tudo sobre este assunto, mas prefiro mil vezes ficar ao lado dos autores da Bíblia do que ao lado de filósofos, teólogos e poetas ateus, agnósticos e racionalistas.


Extraido de  http://tempora-mores.blogspot.com/

segunda-feira, 19 de abril de 2010

minha antologia





Tenho tido a cada dia, mais receio de um velho
Que vem do futuro habitar-me.
O envelhecer me diz isso, e sei que o espelho é testemunha.
E sei que quando este velho realmente vir,
Darei adeus a estás forças da juventude que tenho.
Os sentidos iram aos poucos se diminuírem,
A voz roca se esvaziará destes cânticos que carrego desde a infância,
E todas as reminiscências do que vivi, viram como uma tempestade
Varrer a mente, é a tênue sensibilidade emotiva da alma
Aprisionando cada percepção racional do ser,
Liberando cada lembrança que pintei na tela da vida.
E trará um desejo de relembrar, pensar, e reviver tudo da vida outra vez.
Como se fosse possível um "dejavú" (mais não será).
A velhice estará posta no lugar da juventude,
E aquele que antes estava do começo pro meio,
terá que espera o fim.
A sensação do sonho invencível no fim
Do desequilíbrio na linha do tempo e da vida,
-Mas haverá um regozijo por eu ter sido feliz!
Com somente uma única lamuria: não ter aproveitado mais do tempo que perdi.


E quando este velho estiver em mim habitando, já quase fazendo as malas para ir a Deus.
Pensarei nas pessoas que amo e amei que guardei e deixei.
Pensarei no que tive e busquei, pensarei em tudo, no que fiz e não fiz.
Já bem velho sentado na varanda de casa, desejando tudo outra vez
Mesmo que sejam apenas as reminiscências que lembrem o que vivi...
Trazendo a memória uma vida inteira, lembranças do grande espetáculo,
Que Deus nos criou para vivê-lo ao vir a existir.
E quando cansar-me deste velho, que serei,
Direi adeus, e que amo, a quem estiver por perto.
Fecharei os olhos para esta vida,
E em Deus me recobrarei.

                                                                                                R.T.CASTRO

sexta-feira, 26 de março de 2010

Pensamentos de C.S.Lewis

C.S.Lewis

  pensamentos de C.S.Lewis

As opções que fazemos no di-a-dia não apenas determinam quem somos hoje,como também quem seremos amanhã.O escritor C.S.Lewis fez um comentário brilhante a respeito:"É por isso que as decisões que você e eu tomamos todos os dias têm uma enorme importância.Um pequeno ato de bondade feito hoje representa a conquista de um ponto estratégico,de onde você poderá,mais tarde,obter vitórias com que nunca sonhou.Já uma indulgência aparentemente trivial que satisfaça desejos ou ráivas pode significar a perda de uma posição crucial,de onde o inimogo pode desfechar um ataque que de outra forma seria impossível."


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Cada vez que você faz uma opção está transformando sua essência em alguma coisa um pouco diferente do que era antes.




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" O problema real da vida crista aparece onde as pessoas normalmente nao o procuram. Ele aparece no instante em que voce acorda cada manha. Todos os desejos e esperancas para o dia correm para voce como animais selvagens. E a primeira tarefa de cada manha consiste simplesmente em empurra-los todos para tras; em dar ouvidos a outra voz, tomando aquele outro ponto de vista, deixando aquela outra vida mais ampla, mais forte e mais calma entrar como uma brisa. E assim por diante, todos os dias. Mantendo distancia de todoas as inquietacoes e de todos os aborrecimentos naturais, protegendo-se do vento.
No comeco, nos somos capazes de faze-lo somente poralguns momentos. Mas entao o novo tipo de vida estara se propagando por todo o nosso ser, porque entao estamos deixando Cristo trabalhar em nos no lugar certo. Trata-se da diferenca entre a tinta, que esta simplesmente deitada sobre a superficie, e uma mancha que penetra na . Quando Cristo disse "sede perfeitos", quis dizer isso mesmo. Ele quis dizer que temos que entrar no tratamento completo. Pode ser duro para um ovo se transformae em um passaro; seria uma visao deveras divertida, e muito mais dificil, tentar voar enquanto ainda se um ovo. Hoje nos somos como ovos. Mas voce nao pode se contentar em ser um ovo comum, ainda que decente. Ou sua casca se rompe ou voce apodrecera." C.S Lewis - Cristianismo Puro e Simples



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Amar é sempre ser vulnerável. Ame qualquer coisa e certamente seu coração vai doer e talvez se partir. Se quiser ter a certeza de mantê-lo intacto , você não deve entregá-lo á ninguém , nem mesmo a um animal. Envolva o cuidadosamente em seus hobbies e pequenos luxos, evite qualquer envolvimento, guarde o na segurança do esquife de seu egoísmo. Mas nesse esquife – seguro , sem movimento , sem ar - ele vai mudar. Ele não vai se partir – vai tornar se indestrutível, impenetrável , irredimível. A alternativa a uma tragédia ou pelo menos ao risco de uma tragédia é a condenação. O único lugar além do céu onde se pode estar perfeitamente a salvo de todos os riscos e pertubações do amor é o inferno.



[Em "Os quatro amores"]



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-'O bem, quando amadurece, se mostra cada vez mais diferente,

não só do mal, mas de qualquer outro bem.'

-'O mal pode ser desfeito, mas não pode "transformar-se" em bem.'






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“Quando se trata de conhecer a Deus, toda a iniciativa depende dEle. Se Ele não se quiser revelar, nada do que façamos nos permitirá encontrá-lo.” (C. S. Lewis)





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Como conhecer a Deus (continuação) - Mero...
“É como a luz do sol que, embora não tenha favoritos, não pode refletir-se num espelho coberto de pó com a mesma luminosidade com que se reflete num espelho limpo.” (C. S. Lewis)



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A quem Deus se revela - "Mero cristianismo"
"E a verdade é que Ele revela muito mais sobre si mesmo a determinadas pessoas do que a outras, não porque tenha os seus “favoritos”, mas porque lhe é impossível mostrar-se a alguém cuja mente e caráter lhe sejam inteiramente adversos." (C. S. Lewis)




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Como podemos ver Deus - "Mero cristianismo"
"Deus só pode mostra-se como realmente é a homens reais. E isto significa não apenas a homens que sejam individualmente bons, mas a homens reunidos num só corpo, que se amem uns aos outros, que se ajudem uns aos outros e mostrem Deus uns aos outros." (C. S. Lewis)




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Um corpo perfeito - "Mero cristianismo"

"Porque era assim que a humanidade devia ser de acordo com o plano divino: como os músicos de uma única orquestra, como os órgãos de um único corpo." (C. S. Lewis)





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"Descende de Adão e Eva - tornou Aslam. - É honra suficientemente grande para que o mendigo mais miserável possa andar de cabeça erguida, e também vergonha suficientemente grande para fazer vergar os ombros do maior imperador da Terra. Dê-se assim por satisfeito"



Está em "Príncipe Caspian", uma das Crônicas de Nárnia


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Se você está à procura de uma religião que o deixe confortável, definitivamente eu não lhe aconselharia o cristianismo




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Uma pessoa vai à floresta colher alimentos e já a idéia de um fruto em vez de outro se formou no seu espírito. Depois, pode ser que se encontre um fruto diferente e não aquele em que se pensou. Esperava-se uma alegria e recebeu-se outra. Mas nunca tinha antes dado por isso... que no próprio momento do achado há no espírito uma espécie de idéia de afastamento, de pôr de lado. A imagem do fruto que não achamos continua a estar, por um momento, diante dos nossos olhos. E se desejássemos... se fosse possível desejar... podia lá continuar. Podíamos recusar o bem real; podíamos fazer com que o fruto real fosse insípido, à força de pensar no outro."


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"[Eu] Pensava que nós seguíamos caminhos já feitos, mas parece que não os há. O nosso ir faz o caminho.





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O homem se aprxima mais de Deus quando, em certo sentido se assemelha menos a Deus. Pois que diferença pode ser maior do que aquela que existe entre plenitude e necessidade, soberania e humildade, justiça e penitencia, poder ilimitado e pedido de ajuda?. ( Os quatro tipos de amor, pag.7)




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"A Amizade é desnecessária - como a filosofia, como a arte, como o próprio universo (pois Deus não precisava criar). Ela não tem valor de sobrevivência; ela é, antes, uma das coisas que dão valor à sobrevivência."



[de Os Quatro Amores, pág. 100]



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"Deus sussura a nós na saúde e prosperidade, mas, sendo maus ouvintes, deixamos de ouvir a voz de Deus. Então Ele gira o botão do amplificador por meio do sofrimento. Aí então ouvimos o ribombar de Sua voz."





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"Uma pessoa vai à floresta colher alimentos e já a idéia de um fruto em vez de outro se formou no seu espírito. Depois, pode ser que se encontre um fruto diferente e não aquele em que se pensou. Esperava-se uma alegria e recebeu-se outra. Mas nunca tinha antes dado por isso... que no próprio momento do achado há no espírito uma espécie de idéia de afastamento, de pôr de lado. A imagem do fruto que não achamos continua a estar, por um momento, diante dos nossos olhos. E se desejássemos... se fosse possível desejar... podia lá continuar. Podíamos recusar o bem real; podíamos fazer com que o fruto real fosse insípido, à força de pensar no outro."




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                                                                       C.S.Lewis
                                (Escritor e pensador inglês,converteu-se aos trinta anos após trés decadas como ateu)

terça-feira, 9 de março de 2010

Dançar se ferindo



Em ritmos dados pelas notas da existência,




Eu danço mesmo de alma caótica e macerada.




Eu voo mesmo que aos outros pássaros




Eu pareça uma ave desajeitada.







Na dança que faz a vida ser chama na alma,




Sapateio mais que Gene Kelly em Singin in the rain.




Pulo eufórico á barulho de tambores africanos.




Mesmo de alma caótica, ferida e macerada.







Na canção que celebra a vida e a existência.




Eu danço como um índio na dança da chuva.




Eu trago ritmidade como de muitas valsas.




E assim canto a vida a todo o momento




Mesmo de alma caótica e ferida.







Nesta dançante-canção que comemorar-se existir.




Coloco-me a vida feito um tangueiro ou bailarino.




Eu posso ate atravessar um mar vermelho,




pulando e dançando como um judeu fez.







Por que nos ritmos e melodias da existência




Eu canto e danço mesmo de alma caótica,




mesmo de garganta e perna macerada.




Por isso ate a dor há de valer à pena.






Romario de castro

sábado, 6 de março de 2010

Angústia, senhora companheira

Quero desdemonizar a angústia (advogo em causa própria). Admito, vez por outra meu peito aperta. Sinto uma chave-de-braço ao redor do pescoço, uma gravata do judô, um sufoco sem sentido. Especialistas afirmam que a verdadeira angústia dá a sensação de que a vida é semelhante a um corredor rugoso e estreito, que fere a pele interior e que que se afunila. Sinto isso. Meus horizontes se embotam em lágrimas confusas, os dias se esfumaçam em tédios e os sonhos se diluem em maus presságios. Mesmo assim, procuro reconciliar-me com a angústia; sei quantas percepções, sensibilidades, valores e verdades são necessários para um coração angustiar-se. Somos feitos de sombras e luzes, desejos e medos, desesperos e sonhos. Só existe aflição porque um universo de complexidades habita dentro da gente. Pagamos um preço alto para crescer em humanidade. Sim, a sabedoria cobra caro por suas lições. O simples não sofre. O tolo não questiona. O ingênuo não se aflige. Não, não faço apologia do sofrimento – autocomiseração é uma forma de egoísmo. Não sou masoquista. Mas aquiesço, em meio ao enredamento de existir, ninguém evita a dor de viver. Machuca perceber a exiguidade dos anos, as condições inclementes dos miseráveis, o perigo de adoecer com câncer, a efemeridade dos relacionamentos, a incapacidade de controlar os acontecimentos. Nosso primeiro medo veio com o primeiro fôlego. Nada mais angustiante que o dia do nascimento. O nosso derradeiro pavor? O suspiro final. Nada mais angustiante do que a ideia de inexistir. Nascemos e morremos na angústia. Entre os dois momentos, nos acompanhamos da ansiedade que restringe, do vazio que atormenta, da inadequação que comprime. Devemos à senhora angústia, que merece deferência, os maiores avanços da humanidade. O que aconteceria a homens e mulheres se ela não existisse? De onde veio a genialidade de Vincent Van Gogh? Wolfgang Amadeus Mozart arrancou inspiração de que jeito? O que empurrou Martin Luther King Junior para a militância? Portanto, seria tontice tentar devolver-lhe a chave-de-braço. Não se esgana a angústia. Para viver não é necessário fazê-la sumir. Basta dar-lhe significado. É possível sorrir mesmo ralando em paredes mal rebocadas. Concordo, certas angústias são destrutivas e não devem encontrar abrigo na alma: desesperos patológicos, que corroem; cinismos frios, que apodrecem valores éticos; depressões que amordaçam a alegria. Contudo, a possibilidade de ser feliz se equilíbra na corda bamba que sustenta, ao mesmo tempo, desalento e esperança. Ricardo Gondim Extraido de http://www.ricardogondim.com.br